Luíza Dunas nasceu em Lisboa, que tem por sua terra oráculo, porto e pórtico das suas vi(r)agens.

Os escriptos surgem-lhe por obediência, assinalando imperativo que lhe inspira o cumprir de uma travessia revelatória de profundos, da qual se sente tão-só a decifradora e a primeira leitora.



quinta-feira, 21 de maio de 2015


O matrimónio é uma via monástica.



É nas folhas que se soltam da árvore da vida que nascem os rumos e os destinos do reencontro numa ininterrupta exactidão, a do zero, derradeira expressão primeira.


quarta-feira, 13 de maio de 2015

o silêncio deste canto
este choro de nascer
vela que me segura a luz
o dom de morrer

sexta-feira, 8 de maio de 2015

atraso as lágrimas por ti
que ainda não vieste.

sobre as águas da represa as verdes rãs por entre as malhas do manto verde, as borboletas brancas pousam nas brancas flores das couves, a sombra agora dourada como o sol, e o canto do cuco no adoçar da gingeira, da figueira, da videira, do pólen.