Luíza Dunas nasceu em Lisboa, que tem por sua terra oráculo, porto e pórtico das suas vi(r)agens.

Os escriptos surgem-lhe por obediência, assinalando imperativo que lhe inspira o cumprir de uma travessia revelatória de profundos, da qual se sente tão-só a decifradora e a primeira leitora.



terça-feira, 31 de março de 2015

páscoa




treze é no sigilo do coração a visão de virgem selvagem,
o fogo na crosta do pão
na cúspide dourada do templo a oração do beijo
e a pomba na sigla solar do choro de Maria Magdalena.


segunda-feira, 30 de março de 2015

quarta-feira, 25 de março de 2015

passagem




nas horas em que os mortos são vivos,
nas luas de través, nas súbitas penas 
nos inícios finais, altares
clarões desferem a perpétua, os estios, ressurrecta.

terça-feira, 17 de março de 2015

fulgura a saudade
penas ao cantar dos anelos
fumos de vivo fado
sonho, pousos do abraço.

sexta-feira, 6 de março de 2015

vento, nevoeiro, ardor
chave caída no deserto
a queda, as mãos dadas
anjo que me aguardas.