Luíza Dunas nasceu em Lisboa, que tem por sua terra oráculo, porto e pórtico das suas vi(r)agens.

Os escriptos surgem-lhe por obediência, assinalando imperativo que lhe inspira o cumprir de uma travessia revelatória de profundos, da qual se sente tão-só a decifradora e a primeira leitora.



terça-feira, 8 de julho de 2014


selo das amorosas tessituras,
anunciam astros, anjos e budas
da agrura ao sublime, a sacra via.

domingo, 6 de julho de 2014


ao coração de todos os seres, já !
desbravar o sopro, a morte, o berço.

adentro a serra, fundos veios minérios e lamas
arrebatam ao poente árvores pássaros e penas
de ruínas o húmus, a tocha, a coroa do levante.

de longe o vero é próximo
jaz rei em doce remoínho
prumo, aliança, lua raínha.
deserto a pele seio regaço 
gemido colo mato e seiva
vestal cheiro nimbo mortal
húmida fera o pélago e nu,
de ouro o tempo, o tempo.