Luíza Dunas nasceu em Lisboa, que tem por sua terra oráculo, porto e pórtico das suas vi(r)agens.

Os escriptos surgem-lhe por obediência, assinalando imperativo que lhe inspira o cumprir de uma travessia revelatória de profundos, da qual se sente tão-só a decifradora e a primeira leitora.



quinta-feira, 19 de junho de 2014

o contínuo milagre de cheiros, verdes e pássaros neste jardim reentorna-me de todos os quadrantes a mira do cipreste: meu altar, meu chão, a transparência incessível com que me mostras e desfazes o tolhimento, a leveza com que me sopras do abismo o reencontro solsticia-me de morrer.

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