Luíza Dunas nasceu em Lisboa, que tem por sua terra oráculo, porto e pórtico das suas vi(r)agens.

Os escriptos surgem-lhe por obediência, assinalando imperativo que lhe inspira o cumprir de uma travessia revelatória de profundos, da qual se sente tão-só a decifradora e a primeira leitora.



terça-feira, 7 de janeiro de 2014

no azul sem fim
de uma nave a flutuar
ouço uma voz a chamar ( será por mim? )

no alambique eu vou entrar
pelo fogo vou subir
( a lua e o sol a murmurar: 
vem para fora de ti, mas não saias d’aqui )

e o alambique a oscilar
em partículas de amor me sinto no ar
para logo me destilar e voltar a mim, aqui,
que do azul afinal nunca saí 
re-voltada a cauda mordi porque do mal não sou
nem o bem me assomou, sou una
sou cinza, fénix de novo
sou amor, soror.

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