Luíza Dunas nasceu em Lisboa, que tem por sua terra oráculo, porto e pórtico das suas vi(r)agens.

Os escriptos surgem-lhe por obediência, assinalando imperativo que lhe inspira o cumprir de uma travessia revelatória de profundos, da qual se sente tão-só a decifradora e a primeira leitora.



segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

na procissão do sol, a concha, os fluxos
das trevas, pérolas, derramam luxos.
pássaro sou
coração meu dó
na hora do luto e do arroubo
o sobrevoo tão só.

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

eis o instante
taça erguida na sede de nada
coração
panteão
miradouro
silêncio
de nós.

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

para bom entendedor, sagrado é amor.
na carne dos lábios
as funduras do silêncio e do carme
beijo carmim o infindo