Luíza Dunas nasceu em Lisboa, que tem por sua terra oráculo, porto e pórtico das suas vi(r)agens.

Os escriptos surgem-lhe por obediência, assinalando imperativo que lhe inspira o cumprir de uma travessia revelatória de profundos, da qual se sente tão-só a decifradora e a primeira leitora.



segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

levantas o colarinho do casaco
enrolas o cachecol ao pescoço e sais para o frio
eu deste lado no bar observo-te através da porta envidraçada
atravessas a estrada, é noite
deixo de te ver 
neste momento ressurge-me a essencial desaparição de tudo
reapareces
e outra vida se me reanima.

ao meu irmão Virgílio

Há uma luz que me encontra ao teu lado 
onde estou como a uma sombra 
- vislumbres d'irmã